segunda-feira, 28 de julho de 2014

Um papel "anormal" da mídia

Durante todo o blog nós abordamos diversos parâmetros da mídia, e sua influência na nossa alimentação. Esses parâmetros, em sua maioria, apenas foram direcionados ao consumo de fast foot, e, consequentemente, obesidade e doenças cardiovasculares. Entretanto, hoje abordaremos um papel incomum da mídia, ou seja, algo que foge um pouco dos parâmetros já apresentados, ou seja, aborda uma pequena minoria diante de tantos casos de obesidade.
Falaremos hoje da mídia manipuladora do corpo, na qual o padrão de um corpo perfeito retratado em telenovelas e alguns comerciais impacta uma parte significativa da população. Nesses casos, em vez de obesidade, retrata-se casos extremamente contrários como transtornos de magreza excessiva, anorexia e bulimia, como casos mais comuns. Percebe-se, portanto, que a mídia  possui um poder antagônico, no qual indivíduos distintos, através da capacidade pensante de cada um, é influenciado de uma forma diferente pela mídia.
Em postagens anteriores falei de um pequeno mecanismo que influencia a obesidade infantil. Algumas crianças, quando assistem propagandas que contém alimentos ricos em sódio e açúcar tem ativações maiores em regiões cerebrais  responsáveis por recompensar, ativando, por meio de estímulos nervosos a mucosa gástrica que produz grelina, hormônio estiulador da fome. Entretanto, outras crianças ativam regiões cerebrais responsável pelo autocontrole, estimulando liberação de leptina, hormônio da saciedade. Acredita-se que essas características de cada criança se perdure no adulto, e aquelas que ativam o autocontrole tendem a temer um corpo "não-ideal" do padrão midiático causando os distúrbios citados acima.

Quantas vezes não vemos em seriados, filmes e propagandas nas quais o idoso e o gordo são vistos como um fator nada atrativo na sociedade contemporânea. O magro, o corpo escultural e a juventude são sempre valorizados diante dos canais midiáticos, criando padrões estéticos a serem seguidos pela sociedade a risca, mesmo que isso signifique por em risco saúde e bem estar.
É necessário a ampliação do tema, afim de diminuir alguns desses transtornos psicóticos que são de extrema periculosidade, visto que levam a desnutrição corporal, na qual nutrientes essenciais são perdidos pela nao ingestão ou digestão durante a alimentação, podendo levar o doente a óbito.

8 comentários:

  1. A pressão midiática está associada a vários distúrbios psicológicos da atualidade, como a bulimia e a depressão. O padrão corporal convergente idolatra os adeptos e exclui os "diferentes". E na busca desenfreada pelo corpo perfeito, algumas pessoas parecem não perceber o limite entre o razoável e acabam absortas em um ideal inatingível. A supressão alimentar é um exemplo disso, como na bulimia, caracterizada pela ingestão inadequada de alimentos e uso indiscriminado de técnicas laxantes e/ou provocação de vômito, levando a um quadro de desnutrição.

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  2. A indústria alimentícia usa personagens licenciados para aumentar a venda de alimentos com alto teor de gordura, açúcar e sódio ao público infantil. Esse foi um dos dados levantados pela pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em outubro de 2010, que avaliou a qualidade nutricional de alimentos industrializados com apelo ao público infantil. Foram analisados 44 produtos de 27 marcas, dos quais 37 apresentavam quantidades elevadas de nutrientes não saudáveis.

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  3. Apesar da anorexia e da bulimia serem doenças causadas por uma série de fatores sociais, biológicos e psicológicos, não há como negar que existe uma grande influência do que chamamos de “padrão de beleza”, aquilo que é exibido nas revistas e jornais, nos filmes e na televisão como o ideal. De uma forma um tanto indireta, aquilo que chamamos de “moda” leva muitas pessoas a negarem o que são para se tornarem algo que é mais aceito, mais bem visto por todos. Comprar uma roupa porque é parecida com a que uma pessoa famosa usou o costuma usar, é o mesmo que abrir mão de seu estilo para se igualar àquilo que é tido como perfeito. Assim, a mídia acaba nos moldando dos mais diversos jeitos nos mais impensáveis aspectos possíveis.

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  4. Devemos lembrar que a origem dos problemas relacionados à má alimentação surge de uma mídia que busca diminuir a auto-confiança dos indivíduos, ao tratar o normal como algo ruim, para que ela possa vender seus produtos, desde alimentos ricos em açúcares que "trazem a felicidade" até alimentos mais caros por serem mais saudáveis. Enquanto que a mídia apenas visa o lucro, essa deputração da realidade pode originar problemas de auto-aceitação, originando tanto em indivíduos obesos, quanto indivíduos anoréxicos. Ao tentar alcançar a perfeição criada pela mídia, o indivíduo percebe que é impossível e passa a não mais aceitar-se como ser capaz.

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  5. A influência da mídia, que na maioria das vezes é má, faz com que as adolescentes sintam-se pressionadas a ter “o corpo perfeito”, o que pode levar a anorexia e gerar um comportamento isolado da sociedade.
    O bullying que uma adolescente sofreu por ser “gordinha” também pode levá-la a fazer várias dietas e a se tornar anoréxica, depois de perceber que a doença é muito grave, ela começa a ter depressão.
    Algumas modelos também são pressionadas pelos seus empresários a serem cada vez mais magras. Para continuar no emprego, elas querem emagrecer demais e acabam tendo anorexia, nas modelos a doença pode facilmente levar a morte.

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  6. a magreza pode trazer sérios danos à saúde e ao bem estar. A perda excessiva de peso prejudica a produção do estrogênio, o hormônio "feminino", e esse déficit é responsável por problemas como a diabetes, inclusive em homens. Os riscos de sofrer um aborto, ter doenças pulmonares e infertilidade masculina aumentam significativamente por causa da magreza excessiva. Ser muito magro, mesmo que naturalmente, também pode trazer consequências. Um estudo realizado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, mostrou que o gene IRS1, que mantém as pessoas magras, está ligado ao aumento de risco da diabetes tipo 2 e a doenças cardiovasculares.

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  7. Interessante a influência que a mídia pode exercer não só sobre nosso psicológico, mas também sobre nosso fisiológico. A pressão que ela exerce para a busca de um corpo ideal é capaz de provocar, de acordo com o blog, uma estimulação das regiões cerebrais de autocontrole tão grande que surgem doenças como anorexia e bulimia. A mídia só parece se preocupar com seu lucro, nunca com nosso bem estar.

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  8. Apesar da mídia ainda ser dominada pelas indústrias, já podemos notar alguma mudança nesse aspecto. A mídia era alvo de alimentos ricos em açúcares e gorduras, além do aumento no tamanho das porções, o que agravava ainda mais o sistema de saúde pública. Hoje, já é possível assistir propagandas e reportagens s obre alimentos saudáveis, principalmente aqueles que previnem alguma doença, como câncer, diabetes, obesidade, etc.

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