Até agora, vimos diversos aspectos midiáticos no que se ´pauta exclusivamente na alimentação das pessoas. Entretanto, a mídia vai muito além disso, e suas outas influências também contribuem para a atual congestura da fome social.
A sociedade passou por momentos de grandes mudanças na década de 90 principalmente, que influenciaram a mudança do comportamento do consumidor em relação ao consumo alimentar:
- Aumento da entrada da mulher no mercado de trabalho, com diminuição do tempo para o preparo de alimentos
- Processo acelerado de urbanização das populações rurais
- globalização
- Alteração da composição familiar, assim como o sexo dos chefes familiares e do nível educacional
Apesar da comunicação estar garantida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a mídia, por ser e ter um poder concentrado como agente de socialização e formador de opinião nem sempre contribui para a garantia desses direitos à comunicação, haja vista que pode legitimar desigualdades, reforçando a exclusão dos pobres, que não possuem muito acesso a maiores informações que aquelas perpassadas pela TV. Isso justifica poque pessoas de classes mais baixas são mais propensas a serem obesas, elas não conseguem discernir valores nutricionais por falta de informação e acabam comendo diversos alimentos calóricos ricos principalmente em lipídeos e carboidratos.
Dessa forma, consumir ou não consumir torna-se um problema na sociedade de risco, visto que a autogeração da sociedade e suas condições sociais causam o problema. Próxima postagem abordaremos quais seriam as possiveis soluções para o problema da mídia na fome social.
A mídia pode afetar a opinião pública de forma positiva ou negativa. De fato, ela sempre agiu tendo essa dualidade como principal impasse. De um lado, a mídia ajudando as pessoas a denunciar suas reivindicações; do outro, a mídia atuando como alienante a favor de uma classe, como a mídia alemã durante o nazismo. O importante, fica claro, é educação para absorver os valores difundidos de forma crítica e sempre questionar.
ResponderExcluirImpressionante como a mídia influencia em tudo na sociedade. Uma pesquisa revelou que a influência das novelas sobre as famílias brasileiras vai muito além, muitas mulheres incorporam o comportamento das personagens em sua própria vida, absorvendo valores e mudando atitudes, sobretudo com relação a casamento e família.Para a antropóloga Miriam Goldenberg, as mulheres veem nas protagonistas dos folhetins um modelo: “O comportamento que se reproduz na novela é o de mulheres independentes, que se tornam modelo a ser imitado. Se elas aparecem nas novelas com menos filhos, trabalhando, com maridos mais jovens, com vários parceiros, isso vira uma coisa que as pessoas não só aceitam como reproduzem”.
ResponderExcluirUm aspecto importante - não citado - para a mudança dos hábitos de consumo alimentar no contexto brasileiro foi a criação dos programas assistencialistas do governo Lula, como ilustra o trabalho a seguir: http://anaisenapegs.com.br/2012/dmdocuments/338.pdf . O trabalho apresentado mostra que a principal finalidade da renda proveniente do Bolsa Família ainda é a alimentação, e que ele tornou possível a essas pessoas uma aquisição de uma gama mais variada de alimentos (além do básico arroz e feijão). É interessante discutir o papel da mídia nessa mudança de hábitos e o impacto de sua influência na saúde alimentar dessas pessoas.
ResponderExcluirQuando levamos essa realidade para a sociedade brasileira, devemos lembrar das novelas. A população é facilmente influenciada pela mídia principalmente quando está relacionada a novelas. Nestas, heróis nacionais são criados – ficcionais ou não. Acaba uma novela e inicia outra e os modelos de comportamentos, beleza, moda e outros vão se alterando. Mudam os personagens, a trama e os assuntos abordados e a sociedade vai respondendo a este estímulo produzido. Os padrões difundidos são copiados e seguidos, porém, as pessoas não conseguem adaptá-los a uma vida real, o que gera ansiedade, angústia e frustração.
ResponderExcluirEstudos mostram que a população tem alto índice de lembrança sobre as informações abordadas pelos meios de comunicação e, por isso, as linguagens sedutoras e o forte poder de persuasão deveriam ser utilizados para valorizar a alimentação saudável, ou seja, a água, as frutas e verduras em geral, leite e derivados, os alimentos orgânicos e desprender-se de bebidas alcoólicas e gaseificadas, alimentos hipercalóricos, etc.
ResponderExcluirA mídia das grandes empresas de alimentos industrializados e fast foods é muito forte, e isso faz com que as ações benéficas do governo ainda sejam insuficientes para evitar o aumento dos casos de doenças crônicas não-transmissíveis. Ainda é necessário dedicação de maior tempo de publicidade aos alimentos saudáveis.
Além dos aspectos citados na postagem, há um aspecto em específico da influência das mídias bem preocupante: a violência. Apesar de ter pouca influência em pequenos períodos de tempo, ao olharmos para o todo podemos nos surpreender:um relatório da associação americana de psicologia mostrou que, devido a algumas horas de exposição à televisão diariamente, uma criança, ao terminar o primário, terá visto 8000 assassinatos e 100000 atos violentos. Assim, o que era inofensivo e ignorado por muitos, aos poucos se torna uma verdadeira ameaça. Estaremos para ver, devido a essas mídias, o nascimento de uma "geração da violência"?
ResponderExcluirOs efeitos manipulatórios da mídia podem ser percebidos mais claramente em crianças e adolescentes, que não têm maturidade para controlar suas decisões de compra e acabam dando preferência para a compra e consumo de guloseimas, pobres em substâncias nutritivas, acarretando, com frequência, a obesidade infantil. Estima-se que crianças e adolescentes gastem em média 5-6 horas por dia assistindo televisão aberta e o número de comerciais que estimulam o consumo de alimentos pobres em nutrientes aumentou de 11 para 40 por hora nas últimas duas décadas.
ResponderExcluirA mídia tem uma grande parcela de responsabilidade nessa distorção dos conceitos de “corpo belo” e “corpo não belo”, afinal está aí para quem quiser ver e ouvir programas de televisão que mostram homens e mulheres com seus corpos perfeitos e músculos a mostra. Esses programas só ajudam a reforçar o narcisismo contemporâneo e a sociedade capitalista, onde tudo está à venda,
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