sábado, 2 de agosto de 2014

       Como postagem final a respeito da influência da mídia na fome social, faremos um aparato de quatro estratégias midiáticas para a adesão do consumidor, relacionando-os a exemplos reais e seus possíveis efeitos no organismo:

DISTRAÇÃO
Um dos principais componentes do controle da opinião pública é a estratégia da distração fundamentada em duas frentes:
  • Primeiro, desviar a atenção do público daquilo que é realmente importante oferecendo uma avalanche de informações secundárias e inócuas, que como uma cortina de fumaça esconde os reais focos de incêndio.
  • Em segundo, distrair o público dos temas significativos e impactantes tanto na área da economia  quanto da ciência  e tecnologia (tais como psicologia, neurobiologia, cibernética, entre outras).
Quando mais distraído estiver o público menos tempo ele terá para aprender sobre a vida e/ou para pensar.
Exemplo: algumas propagandas do McDonald's, ao mostrar o produto a ser consumido, fizeram todas um apelação para a natureza, em um ambiente bucólico e sinestésico, distraindo o consumidor, enquanto mensagens subliminares de comprar o produto estavam sendo lançados.
  
MÉTODO PROBLEMA-REAÇÃO-SOLUÇÃO.
Cria-se um problema ou uma situação de emergência ou aproveita-se de uma situação já criada cuja abordagem dada pela mídia visa despertar uma determinada reação da opinião pública.
Tal reação demanda a adoção de medidas imediatas para a solução da crise.
Usualmente tais medidas já estão praticamente prontas e são aplicadas antes que a população se dê conta de que essa sempre fora a meta primordial.
 Exemplo: aquelas propagandas, nas quais dizem estar fazendo uma ação filantrópica, como: "comprando nossos produtos, vocês estão ajudando a plantar mais dez árvores no mundo"

SENTIMENTALISMO E TEMOR
Apelar para o emocional de forma ou sentimentalista ou atemorizante com intuito de promover um atraso tanto na resposta racional quanto do uso do senso crítico. 
A utilização do registro emocional permite o acesso ao inconsciente e  promove um aumento da suscetibilidade ao enxerto de ideias, desejos, medos e temores, compulsões, etc. e à indução de novos comportamentos.
 Exemplo: aquelas propagandas da coca-cola, nas quais há um sentimentalismo forte de nacionalismo, com uma música de fundo que desperta fraternidade e sensibilidade.

APELO AO DESEJO DO PÚBLICO ALVO
Visa-se bem o público alvo a ser atingido e é posto a ele, diversos fatores que o agradam ou que percorrem sua mente.
Exemplo: uma propaganda da Ruffles, que disse que para "construir um nova fórmula Ruffles" entrou na mente dos jovens e viu seus desejos. Então diversas imagens de homens e mulheres  de bom visual, cenas de insinuações sexuais e bens materiais típicos de jovens apareceram no comercial.

           Haja vista que todas essas estratégias mexem com a mente e o inconsciente das pessoas, alguns efeitos metabólicos são proporcionados por isso. Como há o despertar imediato do desejo de comprar e consumir o produto, e uma certa "empolgação", alguns níveis de adrenalina no organismo são liberados. A adrenalina tem papel ativador sobre o AMPc que participa da regulação da glicogênio fosforilase, enzima responsável pela glicogenólise. O AMPc ativa a enzima glicogênio quinase (B para A) que por sua vez converte a glicogênio fosforilase a sua forma ativa (B para A). Ela. por sua vez quebrará o glicogênio em glicose, que será utilizada pelo corpo. Logo, o estoque de glicose precisaráser reposto, gerando fome e o desejo de comer pela grelina, até que os níveis de glicose estejam repostos e o glicogênio seja novamente formado. Logo, pode-seconcluir, meio que a grosso modo: a manipulação midiática causa  sensação de fome no organismo!!
           É necessário que estejamos atentos aos apelos midiáticos e que possamos, em termos das propaganda alimentícias, controlar-mos nossos instintos de consumidor e levar uma vida mais saudável. A mídia, ao tempo e que soma em nossa sociedade, ela a torna decadente. Logo, precisamos agir para que futuramente, não seja muito tarde. Então cabe-se uma reflexão: que medidas podemos fazer para refrear o acesso a propagandas enganosas e manipuladoras que fazem mal a população? Nós ou o governo que deve agir? Algo, no entanto, é certo, somos todos vulneráveis e influenciados. Até próximo semestre e obrigado por acompanhar o blog!


9 comentários:

  1. É importante, no contexto atual do império midiático, investir na formação de jovens pensantes com senso crítico aguçado e que não se deixem levar por tudo o que ouvem/veem. Consequentemente, estes jovens se tornarão adultos mais conscientes, com mais senso de cidadania e poderão educar seus filhos de forma mais adequada. Poderia-se dizer que o antídoto contra o poder da mídia é a educação.

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  2. Dados revelam que as crianças possuem dentro de seu núcleo familiar 70% das decisões de compra, e representam para as empresas fidelização de consumo para o futuro, tornando-as dependentes do produto. Houve a constatação de grande influência das crianças na compra de diversos produtos, especialmente alimentos 92%, brinquedos 86% e roupas 57%. No ano de 2000, 71% dos pais afirmavam sofrer a influência dos filhos na hora das compras. No ano de 2003, o índice subiu para 80% nesta pesquisa, com 38% influenciando fortemente na decisão. Na escolha da marca, 63% deles influenciam nas compras, sendo que metade das crianças com idade entre 07 e 13 anos influencia de maneira exagerada.

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  3. Claro que nós devemos fazer nossa parte sobre tal questão, mas uma atuação do governo também se faz necessária, afinal, é ele quem, teoricamente, exerce poder sobre todos nós. O aparato legislativo deve ser sempre atualizado e adequado para as novas questões que surgem e afetam a sociedade, como, por exemplo, a manipulação crescente da mídia sobre a vida da população. E é aí onde a atuação estatal entra, já que ela comanda nossas leis. No fim, é tudo uma questão de grandes atos gerando pequenos atos, todos significantes.

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  4. Assistir televisão, navegar na Internet, falar ao celular são coisas do cotidiano da maioria da população mundial. Somos, todos os dias, bombardeados por diversas mídias que, em comum, têm o objetivo de nos vender alguma coisa: uma ideia, um produto, um sonho, etc. E essa tecnologia influencia o tempo todo a sociedade e em consequência, a educação, tanto informal quanto formal. Podemos afirmar que a vida e a interação humana são mediadas e controladas pelos meios de comunicação. E é neste ambiente de interação com o mundo e significação que desde pequena a criança é colocada à frente da televisão e esta então se apresenta como parte integrante da família por ser uma boa “babá eletrônica”. Como negar a influência da TV, presente na quase totalidade dos domicílios brasileiros, sobre as formações das identidades sociais ?

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  5. Eia que as técnicas apresentada são todas técnicas de persuasão, esta que tem como melhor forma de combate à educação. Tai tecnicas não são novidade, surgem desde os momentos das Guerras Mundiais, época de origem também da atual indústria que, apóas as guerras, precisava buscar um mercado consumidor maior. O problema está na forma de aceitação da sociedade, ao permitir que essas técnicas de persuasão sejam utilizadas sem que possuam um senso crítico formado, e na aceitação dessa para as crianças, uma parcela da sociedade que não possui conhecimento suficiente para discernir a influência da realidade

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  6. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, uma pesquisa mostra que peças publicitárias de alimentos na televisão induziram diversas crianças a acreditar que esses produtos eram bons e saudáveis. O estudo também acompanhou os anúncios exibidos e aponta que nenhum deles mostra alimentos saudáveis. O Congresso Nacional precisa regulamentar a publicidade de alimentos para crianças, que não possui lei ampla sobre esse assunto no Brasil. As mães entrevistadas na pesquisa não souberam identificar os publicitários como responsáveis pelos anúncios de alimentos. “Entretanto, 40% não concordam que a publicidade tenha que ter apelo à criança”. “É importante resssaltar que os pais não apenas estão entre os responsáveis pelos hábitos alimentares dos filhos como também servem de influência, por isso, precisam de orientação.”

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  7. É importante ressaltar nessa quadro de manipulação a que muitos brasileiros são submetidos, muitas vezes não os afetam, ou pelo menos não por completo. A permanência na alimentação do brasileiro de vários itens alimentares como feijão, preparações a base de feijão, milho e preparações a base de milho, batata doce, abóboras, cará, quiabo, ricos em micronutrientes como vitaminas e que contêm alto teor de fibra e baixo índice glicêmico, é um aspecto muito positivo. As fibras e o baixo índice glicêmico, que indica o aumento da glicemia no sangue após ingestão dos alimentos, são características muito favoráveis de uma alimentação, pois reduzem o colesterol e protegem quanto ao aparecimento de diabetes. Interessante que esses alimentos são mais consumidos nas faixas de menor renda e nas populações que vivem na área rural, não o mosaico e padrão atuais tão ruins.

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  8. O marketing usufrui da mídia para atingir públicos de todas as faixas etárias, sendo as crianças as mais prejudicadas. Elas ainda estão com seus hábitos e personalidades em formação, apresentando extrema vulnerabilidade psicológica e social. Crianças são incapazes de formar opinião crítica, o que facilita a manipulação e a inclusão de ideias inadequadas em suas mentes.

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  9. Nossa. Gostei muito desse blog. O tema é bastante interessante e gera uma curiosidade sobre o assunto.
    Temos mesmo que proteger nossa grelina das influências da mídia!

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