Continuando o tema sobre
obesidade infanto-juvenil, iremos agora e na próxima postagem relatar fatos e
pesquisas relacionados ao filme muito além do peso. Este é um documentário que
aborda aspectos da obesidade infantil, relacionando-as suas causas a aspectos
governamentais e comportamentais, e, por incrível que pareça todos eles estão
relacionados a mídia e ao marketing principalmente televisivo. ( o filme está
disponível no fim do post) geladeiras, caminhões e alimentos processados que
precisavam de investimentos rentáveis.
Segundo o filme, o aumento
gigantesco da obesidade teve início nos Estados Unidos depois da Segunda Guerra
Mundial. Antes, as pessoas preparavam seus próprios alimentos, contudo, após a
guerra vieram muitas tecnologias como: geladeiras, caminhões e alimentos
processados que precisavam de investimentos rentáveis. Começando nos EUA e se
espalhando por todo o mundo os alimentos industrializados, aliados aos seus
respectivos recursos de marketing, foram tomando conta de praticamente toda
classe social, nação e cultura.
A obesidade atinge de forma
alarmante as crianças e, por conseqüência, teremos maior probabilidade de
possuir gerações obesas, visto que em quase todos os lares do mundo essa
alimentação artificial e industrializada se faz presente. Assim, também se
originou grandes problemas para as condições de vida e saúde da sociedade.
O Palestrante que aparece no
começo do filme adverte que os nossos filhos irão viver 10 (anos) a menos por
causa da alimentação. Percebe-se também que crianças não mais reconhecem os
nomes de legumes, porém estão a par de todas as marcas e sabores das batatinhas
crocantes.
Vê-se no filme uma comparação bastante
surpreendente e desconhecida de muitas pessoas: três latas de coca-cola por
semana, durante um mês, equivale a 6 copos de 300 ml cheios de açúcar. Isso é
extremamente prejudicial ao organismo, porque, tendo em vista nossas vias metabólicas,
os carboidratos (açúcares), quando saturadas nossas reservas em glicogênio,
eles tendem a se transformar em lipídeos, que se depositam abundantemente em
nosso tecido subcutâneo e vasos sanguíneos, sendo extremamente prejudicial a saúde.
Na próxima postagem continuaremos
a abordar os aspectos do filme, a respeito da obesidade infanto-juvenil e sua
extrema relação com os aspectos de marketing e da mídia. Segue abaixo o vídeo
do filme, vale a pena assistir para se informar sobre essa triste realidade que
assola o mundo inteiro.
Fonte:


O filme também coloca um ponto interessante: o fato de uma pessoa que comer 100 calorias em uma fruta ser diferente de consumir 100 calorias em um refrigerante. Uma das diferenças está na existência de "fibras" na fruta, que "atrasam" a digestão dos açúcares e evita que o corpo metabolize o mesmo, pois ao recebermos altas quantidade de açúcar de uma vez na corrente sanguínea, nosso corpo interpreta como excesso, e transforme em reserva. No entanto, devo discordar na questão das tecnologias como culpadas para o problema da obesidade. Digo isso, pois mesmo com todas as tecnologias e alimentos industrializados existentes, muitas pessoas continuam com a prática de alimentação feita em casa e saudável, a geladeira serviu até mesmo para ampliar essa prática. Creio que o problema está nas campanhas publicitárias excessivas, na rotina massacrante que dificulta a prática de cozinhar em casa e no descuido de muitas pessoas de não lerem rótulos de comida e perceberem o que realmente estão ingerindo. Sabia que suco enlatado é tão prejudicial quanto uma Coca-Cola?
ResponderExcluirO filme retrata justamente como a obesidade está relacionada com as maiores pandemias modernas, como diabetes, doenças cardiovasculares, depressão, estresse e alguns tipos de câncer. Só de açúcar, o brasileiro consome cerca de 51 kg por ano. São mais de 4kg por pessoa por mês. Além da uma alimentação excessivamente ultraprocessada, as crianças hoje se movimentam pouco ao brincar, dados apresentados revelam que as crianças brasileiras passam em média 3 horas na escola e 5 horas em frente à TV. Correr, brincar na rua e subir em árvore está cada vez mais difícil…
ResponderExcluirO filme fala das crianças que, obesas, não podem mais desfrutar de sua infância e terão de carregar para o resto de suas vidas (que podem ser muito encurtadas) problemas como doenças do coração, depressão e diabetes.Devemos lembrar que nossa sociedade constrói perfis através da mídia que quando não são seguidos acarretam problemas sociais e psicológicos graves.Crianças acima do peso são discriminadas e estigmatizadas na escola e fora dela, não participam das mesmas atividades que seus colegas, e ao cresceram terão dificuldades de namorar ou até, nos dias de hoje, de conseguir um trabalho compensador.
ResponderExcluirSegundo a OMS a obesidade mata 2,8 milhões de pessoas por ano. Talvez esse número seria menor se, desde criança, as pessoas recebessem uma boa educação alimentar. No entanto percebe-se pelo filme que, justamente essa parte da sociedade que deveria estar aprendendo a comer é a que mais come mal. Seus pais, claro, são culpados, ou talvez nem sejam. Levam a culpa por se ausentarem do processo de educação dos filhos. No entanto precisam de tempo para trabalhar pra pagar a alimentação dos filhos. É preciso repensar uma nova forma de ensinar desde cedo para quem ainda pode aprender que comer não é colocar qualquer coisa na boca, também é selecionar, nutricionalmente falando, o que se ingere.
ResponderExcluirA questão da revolução tecnológica pós 2ª Guerra apresentada no texto serve para explicar por que o problema da obesidade cresceu tanto nas últimas décadas. Entretanto, não abrange o tema central do texto: o crescimento alarmante da obesidade infantil. Este problema, em específico, tem a ver com outra revolução pós 2ª Guerra: a urbanização, acompanhada do aceleração do ritmo de vida. Em decorrência desses dois aspectos, a infância - antes sinônimo de brincadeiras ao ar livre e procura de frutas no quintal do vizinho - mudou de cenário. Hoje em dia, o mais próximo de uma definição de brincadeira de criança é passar de um canal de desenho animado pra outro. Nesse ponto, entra outro grande responsável pela obesidade infantil: a manipulação midiática desse público. Manipular um adulto, com senso crítico formado, para comprar um produto em questão pode não ser uma tarefa fácil. Mas um pai dificilmente resiste a súplicas insistentes do filho pra comprar o lanche novo da propaganda que vem com um brinquedo legal. Por isso, o público infantil é tão afetado pela influência midiática.
ResponderExcluirA ingestão de tantos produtos de alto valor calórico e baixo valor nutricional é realmente preocupante, principalmente a longo prazo. A ingestão exagerada de colesterol, por exemplo, pode levar a aterosclerose. Aterosclerose caracteriza-se pela deposição de lipídios - especialmente colesterol e ésteres de colesterol- na parede interna das artérias, formando placas (ateromas). A consistência inicial dos ateromas é pastosa, podendo evoluir para placas fibrosas e calcificadas. Estas lesões determinam um estreitamento de artérias e desencadeiam a formação de coágulos, que podem levar à sua obstrução. Isso gerará uma série de efeitos em cadeia: o fluxo de sangue é bloqueado, o aporte de oxigênio é interrompido, a produção de energia pela via aeróbica cessa e os tecidos se necrosam. O mais preocupante é que a geração que está por vir pode não perdurar tanto quanto essa. E se esse for um efeito bola de neve?
ResponderExcluirComo fica evidente no documentário, a mídia das grandes empresas de alimentos industrializados e fast foods é muito forte, e isso faz com que as ações benéficas do governo ainda sejam insuficientes para evitar o aumento dos casos de doenças crônicas não-transmissíveis. Ainda é necessário dedicação de maior tempo de publicidade aos alimentos saudáveis.
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